Somos Filhos de Deus, Vivendo Experiências Mortais

Já parou para pensar se você existia antes de nascer? O que acontece depois que morremos? Estas são questões que praticamente todo mundo se faz em algum momento da vida. Algumas religiões afirmam ter a resposta, outras não. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente também chamada de Igreja Mórmon) declara que possui a verdadeira resposta para estas questões. Um dos principais pontos que precisamos compreender é que somos todos filhos de um ser divino, e que atualmente estamos no meio de nossa experiência mortal.

O Plano de Felicidade

jesus-cristo-mormonNossos espíritos existiam antes de nossos corpos. De fato, agora, possuímos o mesmo espirito que tínhamos antes de nascer nesta vida. Vivemos com Deus, antes de nossas vidas mortais, e lá fizemos importantes escolhas que impactaram nosso destino eterno. Chamamos aquele estado de nossa existência pré-mortal.  Na nossa existência pré-mortal, Jesus Cristo apresentou um plano onde Ele nos redimiria e nos permitiria manter nosso livre arbítrio. Lúcifer, também estava conosco, e apresentou um plano onde ele também nos redimiria, mas seriamos forçados a obedecer aos mandamentos. Uma guerra nos céus foi travada por causa disso. Aqueles que escolheram seguir Jesus Cristo, receberam a oportunidade de vir a terra, ou seja, são todos aqueles que já viveram, vivem e viverão.

Quando chegamos a terra somos abençoados com um corpo, um componente indispensável para o plano de Deus. Somos livres para escolher qual caminho desejamos seguir, mas sempre haverá um que é certo e um outro que é errado. Podemos escolher seguir ou não seguir os mandamentos de Deus. A orientação fornecida pelo nosso Pai Celestial, é o que nos possibilita retornarmos a Sua presença.

Depois que morrermos, nossos espíritos são separados de nossos corpos por um tempo. Eventualmente, todos nós seremos ressuscitados, e nossos espíritos e corpos perfeitos serão reunidos para não mais se separarem. Então, receberemos um grau de glória nos céus, baseado no tipo de pessoa que nos tornamos e o quanto estivemos dispostos a aceitar a graça de Jesus Cristo.

Este plano, chamado o Plano de Salvação, oferecido pela Igreja de Jesus Cristo, é o que explica nossa origem e nosso destino potencial como herdeiros de Jesus Cristo.

Por Que Esta Experiência Mortal é Importante?

Esta vida mortal é muito curta quando comparada com a eternidade, mas mesmo assim, esta vida é crucial para toda a nossa existência. Esta vida é o momento para demonstrarmos a Deus nosso grau de comprometimento a Ele e nosso desejo em obedecer os Seus mandamentos. Este é o momento onde podemos usar a graça de Jesus Cristo para nos tornarmos mais como Ele.

A parte mais importante de nossa experiência mortal é o nosso arbítrio, nossa habilidade de escolher entre o bem e o mal. O Pai Celestial nos dará a oportunidade de aprender a verdade e agir; Ele nos julgará de acordo com o que sabemos e o nosso conhecimento do evangelho. Devemos viver com integridade, e de acordo com o nosso conhecimento e discernimento, para que assim possamos nos tornar mais como Ele.

Deus Nos Ajuda

Esta experiência mortal não é livre de contratempos. Por toda a vida lidaremos com oposição, desapontamentos e muitas vezes, pesar. Também podemos sentir alegria e paz, porque, somos Filhos de Deus e Ele nos ama. A melhor maneira de encontrar paz e alegria é através do evangelho de Jesus Cristo.

Quando atravessamos momentos difíceis, o Pai Celestial estará sempre lá para nos ajudar e nos fazer sentir o Seu amor. Alguns de nossos desafios são resultados de nossas experiências mortais, enquanto outros são consequências de nossas escolhas. De qualquer modo, poderemos encontrar paz e conforto em Jesus Cristo. Quando pecamos, a graça do nosso Salvador poderá nos ajudar a mudar e nos arrepender.

Não Estamos Sozinhos

Algumas vezes esta vida mortal é solitária e dura. Podemos encontrar conforto ao saber que Deus sempre está conosco. Quando nos sentirmos sozinhos e odiados, temos que somente procurar nosso Pai Celestial para nos assegurarmos que Ele realmente nos ama, porque, cada um de nós é um filho muito amado.

Sheri L. Dew, ex-presidente da organização feminina de A Igreja de Jesus Cristo, disse o seguinte a respeito da mortalidade: “A dor da solidão parece ser uma parte inerente desta experiência mortal. Mas o Senhor em Sua misericórdia fez com que nunca tivéssemos que lidar com os desafios da mortalidade sozinhos” (“We Are Not Alone”)

Deus nos ama, porque somos Seus filhos. Ele deseja que retornemos a Ele, e nos deu a habilidade de escolher o que desejarmos. Jesus Cristo sofreu no Getsêmani para que pudesse nos socorrer e nos ministrar em nossas necessidades. Esta vida mortal não é fácil, mas é muito pequena quando comparada com a eternidade. Se pudermos nos agarrar a verdade e viver de acordo com o exemplo deixado pelo Salvador, não poderemos falhar.

Recursos Adicionais

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A Verdade Sobre a Pratica da Poligamia na Igreja Mórmon

Por Doris White

mormon-igreja-concertoOs mal-entendidos sobre a historia da pratica da poligamia na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sempre foi algo que perseguiu os seus membros. Aqui procuraremos responder algumas das questões que o publico ainda tem sobre a pratica da poligamia atualmente. Tentaremos fazer um relato histórico e religioso dos eventos que circundam a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente chamada de “Igreja Mórmon” por engano) durante o período que a poligamia foi praticada.

Atualmente a Poligamia Não é Mais Praticada

Antes de tudo, devemos esclarecer algo, a poligamia não é mais praticada atualmente pelos membros de A Igreja de Jesus Cristo. Se um membro decidir pratica-la, ele será excomungado. Gordon B. Hinckley, o décimo-quinto presidente da Igreja, disse o seguinte em outubro de 1998:

Eu gostaria de declarar categoricamente que esta Igreja não tem nada a ver com aqueles que praticam a poligamia. Eles não são membros desta Igreja. A maioria deles nunca foram membros. Eles estão violando a lei. Eles sabem que estão violando a lei. Eles estão sob as penas dela. A Igreja, é claro, não possui jurisdição civil.

Se qualquer um de nossos membros for encontrado praticando o casamento plural, o mesmo será excomungado, a mais séria penalidade que a Igreja pode impor. Eles não estão somente envolvidos diretamente na violação da lei civil, eles também estão violando a lei desta Igreja. Uma regra de fé desta religião declara: “Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes e magistrados; na obediência, honra e manutenção da lei” (Regras de Fé 1:12). Uma pessoa não pode obedecer a lei e desobedecer a lei ao mesmo tempo.

Não existe algo como “Mórmons Fundamentalistas.” Usar essas duas palavras juntas, é por si só uma contradição.

A Ilegalidade da Poligamia no Passado e Hoje

mormon-igreja-1A declaração do Presidente Hinckley pode confundir algumas pessoas. A poligamia não foi sempre ilegal nos Estados Unidos? Aqueles que a praticaram não estavam quebrando a lei mesmo no passado? A resposta simples a esta pergunta é um sim, mas a realidade é muito mais complicada do que isto.

A bigamia era ilegal em Illinois quando os Santos viviam em Nauvoo. A poligamia foi declarada ilegal durante uma cruzada anti-poligamia (na verdade, anti-Mórmon) quando os Santos já haviam se estabelecido em Utah. Muitos Santos que praticavam a poligamia, e que sinceramente acreditavam que estavam sendo obedientes a um mandamento de Deus, foram colocados em uma situação difícil. Para eles, viver a lei da poligamia se tornou um caso de desobediência civil.

A decisão de desafiar as leis [anti-poligamia] foi uma exceção dolorosa a um firme compromisso de obedecer o Estado de direito e a ordem. É interessante notar que, entretanto, ao escolherem desafiar a lei, os Santos dos Últimos Dias estavam, na verdade, seguindo a tradição Americana de desobediência civil. Em varias ocasiões anteriores, incluindo os anos que antecederam a Guerra de Independência, os norte-americanos acreditavam que certas leis eram ofensivas aos seus valores fundamentais e decidiram abertamente viola-la… Mesmo estando escrita na constituição, a lei continuava sendo repugnante aos valores de todos (os Santos), e eles estavam dispostos a enfrentar a perseguição, exilio ou a prisão, do que se curvar as suas demandas. (James B. Allen and Glen M. Leonard, Story of the Latter-day Saints [Salt Lake City: Deseret Book Company, 1992], 401.)

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também sentiam que o seu direito de praticar a poligamia estava protegido pela Constituição dos Estados Unidos que garantia a liberdade religiosa. Eles entraram com processos, chegando até mesmo a Suprema Corte, pleiteando pelos seus direitos, mas esta decidiu contra eles em 1879, afirmando que a lei anti-poligamia não era inconstitucional; então, eles continuaram a praticar a desobediência civil, acreditando que as leis de Deus eram maiores que a dos homens e que quando as leis terrenas contrariassem as leis de Deus, o fiel deveria ter a força moral de escolher seguir as leis de Deus.

De certo modo é irônico ver que o povo que mais valorizava a constituição e a lei do país, sejam perseguidos por alguns que alteram estas leis e criam leis que são inconstitucionais para perseguir os Santos ainda mais do que já haviam sofrido. Eventualmente, os Santos perderem o direito ao voto ou a ocupar cargos públicos, e a Igreja como instituição foi ameaçada de perder suas propriedades, incluindo seus templos, que eram considerados sagrados pelos Santos.

mormon-oraçãoPor que então, os Santos abandonaram a pratica da poligamia se acreditavam que estavam obedecendo aos mandamentos de Deus? Ou era somente uma desculpa que os homens usavam para justificar um comportamento imoral?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias continuou a receber criticas tanto pelo fato de ter promovido a pratica da poligamia, e ironicamente, por tê-la abandonado. Alguns afirmam que os lideres da Igreja foram fracos, porque abandonaram a pratica uma vez que a pressão do governo se tornou insuportável. Os críticos dizem que obviamente ela jamais foi parte dos mandamentos de Deus, porque trouxeram muita dor para aqueles que a praticavam, assim como a Igreja como um todo. Além disso, se os lideres tivessem desistido, por assim falar, obviamente Deus não estaria do lado deles.

Uma resposta completa a esta idéia esta além do proposito deste artigo, mas um sumario foi incluído aqui, junto com sugestões para uma leitura mais profunda daquele que estiver interessado. A curta, porém forte resposta a este argumento é que aqueles que foram chamados a viver esta lei, o fizerem depois de receber uma confirmação pessoal e inquestionável de que estavam sendo ordenados por Deus. Se lermos um relato pessoal escrito sobre o assunto, não teremos duvidas disto. Se, em geral, as pessoas acreditavam que Deus as havia ordenando, é claro que aqueles que viviam esta lei acreditavam. Mesmo que para o forasteiro, tenha parecido que Deus havia abandonado aqueles que viviam a poligamia à vingança de seus adversários, houveram inúmeros benefícios que vieram aos Santos por viverem esta lei a despeito da feroz oposição. Estes benefícios serão discutidos mais a frente, mas primeiro, vamos ler algumas transcrições de pessoas que viveram a lei da poligamia.

John Taylor, um apostolo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias escreveu:

Eu sempre me apeguei a certas Idéias e como um homem casado eu sentia que isto (poligamia) era para mim … algo apavorante de se fazer … Nada, além do conhecimento de Deus, e Suas revelações … poderiam ter me induzido a me apegar a um principio do gênero … Nós (o Quórum dos Doze Apóstolos) parecíamos fazer de tudo para adiar o máximo que podíamos, o que era considerado o mais terrível dos dias. (Van Wagoner, Mormon Polygamy, 89.)

Brigham Young que sucedeu Joseph Smith como presidente da Igreja depois do seu martírio, disse o seguinte a respeito de sua reação a doutrina da poligamia:

Alguns desses meus irmãos conhecem quais foram meus sentimentos quando Joseph revelou esta doutrina; Eu não estava desejoso de abrir mão de qualquer dever, nem de falhar, mesmo nas mínimas coisas, e fazer tudo o que me foste ordenado, mas foi a primeira vez na minha vida que eu tinha desejado a sepultura, e não pude superar esse sentimento por um longo tempo. Quando participei de um funeral,  comecei a invejar o cadáver, e lamentei que não era eu que estava no caixão, sabendo o que deveria superar e pelo o que meu corpo teria de passar, eu comecei a examinar a mim mesmo, e a partir daquele dia, e até hoje, e ver a minha fé, e depois de meditar cuidadosamente, menos desejei estar naquele túmulo, e comecei a desejar um pouco mais do que eu deveria fazer. (Brigham Young, Journal of Discourses 3:266).

Margaret Cooper West, uma conversa à Igreja, registrou sua própria experiência quando foi convertida a lei da poligamia:

Um dia, uma das minhas irmãs me disse: “Você acredita na doutrina das esposas espirituais? Eu respondi: “Não.”

Ela disse: “Se o irmão Joseph lhe dissesse que havia recebido uma revelação e que você deveria ser sua esposa espiritual, o que você diria?” Eu diria: “Você pode ir ao inferno com suas revelações.” E eu estava furiosa e disse que não acreditaria, mesmo que o Senhor me dissesse e um anjo me aparecesse; eu pensei que o faria como uma prova, assim como fez com Abraão, ao dizer-lhe que oferecesse seu filho.

Era desse modo que eu reagia. Meu marido não acreditava que era certo e parecia que o diabo tinha essa vantagem. Eu estava doente assim como, vários dos meus filhos, tive que acabar tendo que chamar o médico, essa era a primeira vez, desde de que havia entrado para a Igreja. Cheguei perto da morte, embora eu estivesse convencida de que estava errada bem antes de adoecer. Foi assim que aconteceu.

Meu marido e eu estávamos indo para as reuniões, e quando abri a porta toda a criação veio perante mim e eles pareciam como a erva do campo para multidões. Eu vi Abraão, Isaque e Jacó vivendo a lei celestial. Em seguida, Joseph e seus irmãos estavam diante de mim e eu pude sentir como se fosse a dor que partiu seu coração, quando foram informados de que aquele princípio deveria ser vivido por esta geração. E eu disse no meu coração: “É o suficiente, eu nunca vou me opor a este principio de novo.”

Muitas vezes, leva tempo para aceitar plenamente este principio. As pessoas que viviam este e outros mandamentos não eram perfeitas e também erraram. Tamer Washburn lutou por muito tempo depois que seu marido se casou com uma segunda esposa, mesmo pensando que ela gostava da mulher. A filha da segunda esposa registrou o seguinte ao escrever uma biografia sobre a sua mãe.

Tamer era uma pessoa sociável, e geralmente muito otimista, por isso, ela era capaz de demonstrar muito intensamente seus sentimentos. Lorena, filha de Flora relata o seguinte: “Tamer me disse o quão difícil era viver em um casamento plural, e por muito tempo, ela não foi muito cortes com a minha mãe, embora ela a amasse. Ela orava frequentemente por força, e Deus finalmente lhe deu a vitória sobre si mesma. Depois disto, o casamento plural deixou de ser um desafio, e minha mãe se tornou uma de suas melhores amigas neste mundo.”

Esse é um dos poucos desafios e apenas alguns que como outros passaram por aqueles que acreditavam que Deus vive e tem um corpo e um espirito semelhante ao do homem e que acreditavam que Ele tinha o direito e o privilégio de conversar com os homens que Ele havia criado e que Ele fez conhecer Sua mente e vontade e creram Nele e não O negaram e os problemas se multiplicaram sobre eles.

CU040511-004hrO próprio Joseph Smith não estava nada animado com a idéia de praticar a poligamia e procurou adiar o máximo possível o anuncio de que lhe havia sido revelado, de que deveria restaurar este principio. Lorenzo Snow, que se tornou o quinto presidente da Igreja registrou a primeira vez em que Joseph Smith revelou a doutrina a ele, o que nos dá uma idéia de como Joseph se sentiu a respeito de si mesmo.

No mês de abril de 1843, eu retornei da missão européia. Alguns dias depois de minha chegada a Nauvoo, enquanto estava na casa do Presidente Joseph Smith, ele disse que desejava falar comigo em particular, por isso saímos para andar juntos. Já estava anoitecendo. Andamos um pouco e depois nos sentamos em uma grande tora de madeira que ficava as margens do rio. Ele então me explicou a doutrina da pluralidade de esposas; ele disse que o Senhor tinha revelado a ele, e ordenado que outras mulheres fossem seladas a ele como esposas; que ele previu o problema que se seguiria, e procurou afastar-se do mandamento, e que um anjo do céu, em seguida, apareceu diante dele com uma espada desembainhada, ameaçando-o com destruição, a menos que ele seguisse em frente e obedecesse o mandamento (Lorenzo Snow affidavit, 28 August 1868; cited by Joseph F[ielding] Smith, Jr., Blood Atonement and the Origin of Plural Marriage: A Discussion (Independence, Missouri: Press of Zion’s Printing and Publishing Company, 1905), 67–68).

Os comentários acima demonstram que ninguém desejava viver a lei do casamento plural. Entretanto, como o Livro de Mórmon nos ensina, que é contra os mandamentos de Deus tomar para si concubinas ou mais do que uma esposa, a não ser que Ele especificamente o ordene.

Portanto, meus irmãos, ouvi-me e atentai para a palavra do Senhor: Pois nenhum homem dentre vós terá mais que uma esposa; e não terá concubina alguma. Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominação; assim diz o Senhor dos Exércitos.

Portanto este povo guardará os meus mandamentos, diz o Senhor dos Exércitos, ou a terra será amaldiçoada por sua causa.

Porque se eu quiser suscitar posteridade para mim, diz o Senhor dos Exércitos, ordenarei isso a meu povo; em outras circunstâncias meu povo dará ouvidos a estas coisas (Jacó 2:27-30).

A lei da monogamia era uma parte integral da sociedade norte-americana. Todos os membros da Igreja tinha sido ensinados sobre ela desde que eram pequenos. Não foi fácil para eles viverem a lei do casamento plural. Entretanto, cada pessoa que foi chamada para viver a lei foi-lhe dada um testemunho pessoal de que este era um mandamento verdadeiro de Deus.

Depois de haverem sacrificado muito para viverem a lei do casamento plural, os Santos eventualmente abandonaram a pratica. Wilford Woodruff, o quarto presidente da Igreja, emitiu uma declaração que veio a ser conhecida como o Manifesto em 1890, anunciando o fim da prática do casamento plural. Por que iriam os Santos se renderem a pressão externa neste momento, depois de terem suportado tanta perseguição por causa de suas crenças?

Ao contrario da visão dos críticos, não foi a pressão do governo que fez com que Wilford Woodruff decidisse colocar um fim a pratica. Por anos ele orou para saber a vontade de Deus concernente ao assunto. No fim do século dezenove, as coisas haviam finalmente atingindo um ponto em que o governo estava a prestes a dissolver a Igreja e confiscar tudo, incluindo os três templos que os Santos haviam construído e que eram extremamente sagrado para eles. Neste ponto, em resposta a muita oração, ponderação e jejum, Wilford Woodruff recebeu de Deus a revelação de que não eram mais necessário que a Igreja continuasse a guardar o casamento plural. Deus retirou o Seu mandamento e sanção para viver tal lei. Aqueles que já tinham entrado no casamento plural ainda tinham a responsabilidade de sustentar suas famílias, mas novos casamentos plurais foram proibidos de serem realizados.

Depois do Manifesto, a monogamia foi defendida na Igreja tanto no púlpito quanto pela imprensa. Sob caráter excepcional, alguns novos casamentos plurais foram realizados entre 1890 e 1904, especialmente no México e Canada, fora da jurisdição da lei americana; um pequeno numero de casamentos plurais também foram realizados nos Estados Unidos durante aqueles anos. Em 1904, a Igreja proibiu sumariamente novos casamentos plurais. Atualmente, se uma pessoa é pega praticando o casamento plural, esta não pode se tornar ou permanecer como membro da Igreja.

Por que os Santos Foram Ordenados a Praticar o Casamento Plural?

mormon-sud-igrejaJá que foi o Senhor que comandou os Santos a obedecerem a esta lei, somente Ele poderia responder esta questão, e nenhuma revelação foi dada concernente a ela. A única resposta que podemos dar, é que os Santos obedeceram este mandamento porque lhes foi pedido. Por que este mandamento foi dado, ninguém sabe a resposta.

Ao olharmos para traz, entretanto, podemos ver as muitas bênçãos que os Santos receberam por viver esta lei. Pode ser instrutivo verificar alguns dos benefícios que receberam por sua obediência, embora não esteja dizendo que alguma destas bênçãos especificamente foi recebida por causa da obediência a lei do casamento plural.

Obediência, um principio eterno para os Santos dos Últimos Dias (“Mórmons”). A estrita obediência aos mandamentos de Deus sempre irá trazer bênçãos, mesmo que a única imediatamente obvia seja melhorar o nosso relacionamento com Deus. Para os Santos, obediência a lei do casamento plural os colocava irrevogavelmente fora da nação. Apesar dos revezes que isto causou, um dos benefícios foi fortalecer o sentimento de unidade na Igreja  e traçar uma linha clara entre Deus e o mundo. Isto ajudou a Igreja a crescer forte e desenvolver a fé de seus membros.

Outro resultado foi o sacrifício. Ao viver uma vida que era repugnante para o resto da sociedade, foi-lhes pedido que sacrificassem sua reputação moral, se mantendo firmes como Cristãos; foram privados de seus direitos civis: muitas vezes foram expulsos de suas casas e perderam todas os seus bens materiais. Muitas pessoas perderem seus entes queridos no êxodo para o oeste. Em seguida, eles foram informados por Deus que não era mais necessário que vivessem a lei que tinha sacrificado tanto para viver. Nada disso foi fácil.

Helen Mar Whitney fornece algumas informações valiosas sobre os sentimentos daqueles chamados a viver esta lei:

Aqueles que não possuem o conhecimento e a certeza de que o curso de suas vidas esta de acordo com a vontade de Deus, não pode suportar todas essas aflições e perseguições, tristezas e expropriação de seus bens; e até mesmo, se necessário, sofrer a morte , pelas mãos de seus inimigos. Eles vão se cansar, desistir e mesmo abandonar o caminho, a menos que tenham uma confiança inabalável e um conhecimento perfeito para si mesmos. Eles não podem sacrificar seu caráter e reputação, e abandonar suas casas, suas terras , irmãos, irmãs , esposas e filhos; sabendo que tudo mais são como escorias, quando comparados com a vida eterna e exaltação, que o nosso Salvador prometeu ao obediente, e esse conhecimento não é obtido sem luta, nem a glória sem o sacrifício de todas as coisas terrenas. Nos últimos dias (lemos) que o Senhor iria reunir seus santos, aqueles que fizeram uma aliança com Ele por meio de sacrifícios, e cada um deve saber que seu sacrifício foi aceito, assim como fizeram os justos, mesmo Abel e Abraão, o pai dos fiéis . Todo santo dos últimos dias sabem que isso é verdade, e que de acordo com a nossa fé assim também serão as nossas bênçãos e privilégios. [Helen Mar Whitney, A Woman’s View: Helen Mar Whitney’s Reminiscences of Early Church History (Provo, Utah: BYU Religious Studies Center, 1999), 187.]

A única razão pela qual Deus deixou claro do porque havia dado o mandamento do casamento plural foi o de “levantar uma semente” a Ele, como citado no Livro de Mórmon. Na seção 132 de Doutrina e Convênios (uma coleção de revelações dadas a Joseph Smith sobre certos aspectos da doutrina), o Senhor diz:

Abraão recebeu promessas relativas a sua semente e ao fruto de seus lombos—dos quais tu provéns, meu servo Joseph—promessas que haviam de continuar enquanto eles estivessem no mundo; e quanto a Abraão e sua semente, haviam de continuar fora do mundo; tanto no mundo como fora do mundo continuariam a ser tão inumeráveis quanto as estrelas; ou, os incontáveis grãos de areia na praia, não poderiam ser enumerados.

Esta promessa é vossa também, porque sois de Abraão e a promessa foi feita a Abraão; e por essa lei continuam as obras de meu Pai, nas quais ele se glorifica.

Ide, portanto, e fazei as obras de Abraão; guardai minha lei e sereis salvos.

Mas se não guardardes minha lei, não podereis receber a promessa de meu Pai, que ele fez a Abraão.

Deus deu a ordem a Abraão e Sara entregou-lhe Agar como esposa. E por que ela o fez? Porque essa era a lei; e de Agar descendeu muita gente. Isso, portanto, foi para o cumprimento, entre outras coisas, das promessas (Doutrina e Convênios 132:30-34).

mormon-doutrinaEste relato afirma que Abraão também viveu a lei do casamento plural (além de muitos outros profetas do Velho Testamento que foram ordenados por Deus a viverem o mesmo mandamento) demonstra que periodicamente, Deus tem ordenando Seu povo a vive-la. Se esta pratica se tornou socialmente inaceitável, não é problema do Senhor, porque Suas leis são eternas. Quando Ele ordena, nós obedecemos; de outra forma esta lei é expressamente proibida.

Se era ou não o propósito de Deus para suscitar descendência a Si mesmo quando Ele ordenou aos Santos que praticam o casamento plural, ela foi certamente um resultado. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias era uma igreja jovem, que havia acabado de nascer, quando a doutrina do casamento plural foi revelada pela primeira vez a Joseph Smith. Todos os seus líderes e membros foram convertidos ao evangelho. Havia mais mulheres do que homens que eram membros fiéis da Igreja. Quando um homem fiel se casava com várias mulheres fiéis, uma grande geração fiel era criada em um período mais curto de tempo, do que seria possível da forma tradicional.

Em uma época onde as mulheres não recebiam muitas oportunidades na sociedade, e quando administrar uma casa demandava tanto tempo pela falta de aparatos tecnológicos, o casamento plural deu muitas delas a oportunidade de perseguir outros interesses e contribuir em suas comunidades que de outra forma seriam impossíveis de realizar. As responsabilidades das tarefas domésticas e cuidados das crianças poderiam ser compartilhadas entre as mulheres, aliviando o fardo de todas. As mulheres que viviam em Utah, receberam o direito de voto muito antes que uma emenda constitucional nesse sentido fosse aprovada. Na verdade, quando Utah se tornou um estado da união, seu governo teve que rescindir o este direito.

Ao contrário do que muitos pensam hoje, ninguém foi forçado a viver a lei do casamento plural. Na verdade, em 1870, no auge da pratica do casamento plural, apenas trinta por cento dos membros da Igreja chegaram a viver esta lei. Nenhuma mulher foi forçada a entrar em um casamento que ela não queria . Além disso, as mulheres que se encontravam insatisfeitas com a situação depois de entrarem em um casamento plural recebiam autorização para se divorciarem e casarem novamente, ou mesmo, permanecer solteira quer ficar só. Os homens, no entanto, não conseguiam tão facilmente se divorciar das esposas. Como era difícil para uma mulher se sustentar sozinha, os homens que se encontraram em uma situações difícil, eram aconselhados a encontrarem um meio de fazê-la funcionar .

Mais uma vez, desde que o Senhor não revelou Seu propósito por ter ordenando aos Santos da época a praticarem o casamento plural, imagine hoje em dia. O que podemos dizer é que: “É que foi um mandamento.” No entanto, pode ser muito esclarecedor avaliar todos os benefícios que os Santos receberam por sua obediência a esta lei .

mormon-temploUma declaração oficial de A Igreja de Jesus Cristo oferece o seguinte resumo dos efeitos positivos da poligamia para os primeiros Santos:

O casamento plural resultou no nascimento de um grande número de crianças nas casas dos fiéis santos dos últimos dias. Ela também ajudou a dar forma a sociedade mórmon do século 19 de outras maneiras: o casamento tornou-se disponível para praticamente todos aqueles que o desejavam; a desigualdade per-capita diminuiu a medida que as mulheres economicamente desfavorecidas se casavam com homens financeiramente mais estáveis; ​ os casamentos inter-raciais aumentaram, o que ajudou a unir uma população imigrante de diferentes origens. O casamento plural também ajudou a criar e fortalecer um sentimento de coesão e de identificação com um grupo, os santos dos últimos dias. Os membros da igreja começaram a se ver como um “povo peculiar”, ligados por convenio para levar a cabo as ordens de Deus, apesar da oposição externa, dispostos a suportar o ostracismo por seus princípios.

Recursos adicionais:

Visite o site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

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A Religião é Importante nos Dias de Hoje?

mormon-igreja-1A importância da religião nunca diminuí. Mas a atenção que as pessoas dispendem aos ideais religiosos pode diminuir. Qual é a diferença? As pessoas são livres para ignorar as verdades dos ensinamentos e princípios religiosos e sua importância fundamental para o tecido social, mas não podem escapar das consequências de assim fazer. Mais do que nunca, a historia tem demonstrado que os ensinamentos religiosos são as coisas mais resilentes e poderosas da terra. As sociedades que confiam nas leis dos homens para controlar o comportamento humano se encontraram reféns do controle estrito do governos ao invés de serem livres para governarem a si mesmos. Os cidadãos que fundamentam seus ideais nas fundações da religião irão permanecer em um padrão elevado de conduta, porque se consideram responsáveis ante um poder maior – Deus. Nos anos 60, os sociólogos chegaram a conclusão de que a religiosidade em geral estava em declínio. Eles acreditavam que a medida que o conhecimento aumentasse a dependência da religião diminuiria. Mas eles estavam errados. Um daqueles sociólogos, Peter Berger, tentou justificar seu erro da seguinte maneira: “A Religião não diminuiu. Ao contrário, em muitos lugares do mundo presenciamos uma explosão da fé religiosa.”

R. R. Reno, editor do First Things, um jornal de religião na vida publica, escreveu: “No longo prazo, a fé religiosa provou ser a mais poderosa e persistente força da historia humana.”

Reno escreve:

Os antepassados da minha esposa viveram por gerações nas tumultuadas fronteiras entre a Polônia e a Rússia. Eles eram judeus e estavam tremendamente vulneráveis, e mesmo assim, seus filhos e os filhos de seus filhos sobreviveram a despeito da discriminação, violência e tentativas de genocídio. Onde estão agora, eu pergunto, os aristocratas  russos e poloneses que os dominaram por séculos? Onde esta o Reich que duraria mil anos? Onde esta o paraíso proletário soviético? Eles se transformaram em pó. A Torá, entretanto, ainda é lida nas sinagogas. O mesmo acontece com o Cristianismo. A Igreja não necessita da proteção constitucional para que crie raízes em uma cultura pagã e hostil dois mil anos atrás.

Enterro-Jesus-mormonPor que a religião é a mais poderosa e persistente força na historia da humanidade, como evidenciado por Reno? Porque ela prove as respostas para as mais profundas questões da alma humana. Os ensinamentos religiosos proveem um sentido a nossa existência. Eles dão significado ao nosso sofrimento e nos permite, no meio dos nossos mais profundos pesares, alcançar o próximo. Esta é a razão porque a relevância da religião nunca se apaga e continua a vencer o teste do tempo.

A Religião Responde as Questões da Alma

Pode-se dizer que os humanos são religiosos por natureza. Os ensinamentos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – algumas vezes chamada erroneamente de Igreja Mórmon – oferece uma explanação disto. Antes de virmos a terra, nós vivíamos nos céus com Deus, que é literalmente o Pai de nossos espíritos. Nossas almas são compostas de duas partes: o espirito, que descende do nosso Pai Celestial, e o corpo, que descende de nossos pais terrenos. Nosso DNA espiritual, nos incita a perguntar quem somos, de onde viemos e por que estamos aqui. Nossos espíritos anseiam em comungar com nosso Pai Celestial. Encontramos a resposta para isso na religião. Em essência, descobrimos nossa identidade espiritual através dos ensinamentos de Deus.

Os ensinamentos religiosos, também dão um sentido para a nossa existência e confere a nossa vida um proposito maior que nós mesmos – onde encontramos significado, pertencimento e identidade. O rabino Jonathan Sacks escreveu que a religião nos dá “um sentimento de participação em algo vasto e consequencial” [Jonathan Sacks, The Great Partnership: Science, Religion, and the Search for Meaning (New York: Schocken Books, 2011), 101].

Os Benefícios da Religião na Sociedade

mormon-templo-permancer-lugar-santosAtravés dos ensinamentos religiosos, descobrimos que somos parte de um grande plano, criado pelo próprio Deus. E para fazer nossa parte, devemos olhar para além de nós mesmos e servir aos outros. Os benefícios começam no lar e se estendem a toda a sociedade. Elder L. Tom Perry, um membro do Quórum dos Doze Apóstolos – que com a Primeira Presidência, compõem o corpo governante da Igreja de Jesus Cristo disse:

Os pais precisam trazer luz e verdade para o lar por meio de cada oração familiar, cada sessão de estudo das escrituras, cada noite familiar, cada leitura de livro em voz alta, cada hino e cada refeição feita em família. Eles sabem que a influência de pais justos, conscienciosos, persistentes e que atuam diariamente é uma das forças mais alentadoras e poderosas em favor do bem neste mundo. A saúde de qualquer sociedade, a felicidade de seu povo, sua prosperidade e sua paz, todas essas coisas têm uma raiz comum no ensino dos filhos no lar. (Mães Ensinam os Filhos em Casa, Conferencia Geral, Abril de 2010)

Os filhos que aprendem princípios religiosos no lar são mais propensos a permanecerem fieis a eles quando vão se aventurar pelo mundo. Os princípios de honestidade, lealdade e serviço ao próximo estão profundamente arraigados a suas mentes como o único comportamento aceitável. Compreendemos que nossas ações, sejam elas boas ou ruins, afetam ao outros, e que somos responsáveis perante Deus pelas coisas que fazemos. Os autores do livro American Grace descobriram que “a observância religião esta ligada ao envolvimento cívico, conectada a confiança e correlaciona com as virtudes comunitárias do viver caridoso, voluntariado e altruísmo.”

Na verdade, o rabino Sacks – citando as descobertas de American Grace – escreveu:

O pesquisador Robert D. Putnam demonstrou que a frequência a igreja – ou sinagoga – faz com que as pessoas estejam mais dispostas a doar para a caridade, fazer trabalho voluntario, ajudar os sem-teto, doar sangue, ajudar um vizinho com seus afazeres cosméticos, passar tempo com alguém que esta se sentido deprimido, oferecer um assento a um estranho ou ajudar alguém a encontrar um emprego. A religiosidade é medida pela frequência a igreja ou sinagoga. Um indicador mais confiável do altruísmo do que a educação, idade, renda, gênero ou raça.

Todas as igrejas unem comunidades e proveem um espaço onde as pessoas podem servir uns aos outros, que seriam impossível de outro modo.  Quando as igrejas unem forças em causas de caridade, seu poder para o bem se multiplica. O rabino Sacks diz que a religião “é ainda a maior força para construir sociedades que o mundo jamais conheceu.”

A Contribuição da Religião Para a Comunidade

mormon-voluntarios-caridadeO mundo atual tem preterido o secularismo ao invés da religião, ou ensinamentos não religiosos. Os cientistas como o falecido Charles Darwin e seus seguidores argumentam de que Deus não existe, e que o homem é o resultado do processo evolutivo. Ironicamente o rabino Sacks afirma que “os neodarwinianas e suas teorias apoiam a evidencia de que a religião importa. A teoria de Darwin da lei do mais forte, sugere que a seleção natural favorece os lutadores e não os altruístas, que arriscam suas vidas pelos outros. A evidencia, entretanto, aponta o contrario. Ele escreve:

Para simplificar, nossos genes são nossos, mas sobrevivemos como membros de um grupo, e grupos podem existir somente quando os indivíduos agem não somente para sua própria vantagem mas também pelo bem do grupo como um todo.

A neurociência apoia este conceito, o rabino Sacks continua:

O resultado disto é que temos dois padrões de reação em nosso cérebro, um, que foca no perigo potencial de nós como indivíduos, e o outro, localizado no córtex pré-frontal, que leva em consideração as consequências  de nossas ações em nós mesmos e nos outros. O primeiro é imediato, instintivo e emocional. O segundo é reflexivo e racional. Somos pegos, como afirmou o psicologista Daniel Kahneman, entre o pensamento rápido e devagar.

O rápido nos ajuda a sobreviver, mas também pode nos levar a um comportamento mais ponderado, porém frequentemente é sobrepujado pelo calor do momento. Somos pecadores e santos, egoístas e altruístas, exatamente como os profetas e filosóficos há muito identificaram.

Se realmente somos assim, estamos em uma posição em compreender porque a religião tem nos ajudado a sobreviver no passado – e por que precisamos dela no futuro. Ele fortalece e acelera a pista lenta. Ela reconfigura nossos caminhos neurais, transformando instinto em altruísmo, através os rituais que realizamos, os textos que lemos e as orações que fazemos. …a religião une os indivíduos em grupos através dos hábitos do altruísmo, criando relacionamentos de confiança fortes o suficiente para derrotar as emoções destrutivas. Ao invés de destruir a religião, os Neo-Darwinistas nos ajudaram a entender porque ela é importante.

A Resiliência da Religião

Jovem-mormonsA historia tem demonstrado a resiliência do espirito religioso. Quando o comunismo reinou na Europa e em outras partes do mundo, tiranos e ditadores tentaram destruir Deus. Mas a queda da cortina de ferro revelou um povo cuja fé em Deus e Seus ensinamentos eram infalíveis e inabalável. Hitler tentou erradicar o judaísmo do mundo. Ao invés de atingir o seu objetivo, suas atrocidades destacou a situação de um povo e uniu o mundo na luta pela sua liberdade. As historias da sobrevivência humana em meio a tragédia evidenciou que a fé em Deus era mais forte e iria durar mais do que qualquer filosofia humana. Através da fé religiosa, nações foram reconstruídas e fortalecidas. Através da religião atual, muito bem é realizado. Como um comentarista afirmou:

O valor da religião fala menos através de sermões e mais através do serviço, do auxilio sanitário, das escolas e inumeráveis obras humanitárias. A religião cria capital social.

O capital social é vital para uma sociedade funcional. Há aqueles que querem silenciar as vozes religiosas da sociedade, ignorando o capital social que ela produz. Mas limitar a influência da religião tem conseqüências drásticas , em primeiro lugar que minam o bem que pode ser feito. Isso não quer dizer que os princípios religiosos devem dominar a praça pública, longe disso. Deve haver um equilíbrio. Os Pais Fundadores dos Estados Unidos conheciam os problemas que surgem quando uma religião domina uma nação. Mas eles também viram os benefícios fundamentais para a sociedade que os ensinamentos religiosos podiam trazer. As religiões incutem nas pessoas um senso de certo e errado, que não pode ser adquirida de qualquer outra forma . De fato, o Livro de Mórmon, um outro testamento de Jesus Cristo, um livro de escrituras companheiro da Bíblia e um registro das relações de Deus com os habitantes da antiga América – diz:

… A pregação da palavra exercia uma grande influência sobre o povo, levando-o a praticar o que era justo—sim, surtia um efeito mais poderoso sobre a mente do povo do que a espada ou qualquer outra coisa que lhe houvesse acontecido (Alma 31:5) .

mormon-doutrinaO mesmo acontece hoje. Existem muitos grupos organizados que estão trabalhando para banir a religião. Mesmo assim, aqueles que acreditam em sua importância e no poder de sua influência estão se unindo e lutando contra esses grupos. A única forma de a religião sair vitoriosa é com a união de muçulmanos, cristãos, hindus, budistas e todos os outros – devemos nos levantar e lutar pelo direito de expressar livremente nossas crenças religiosas. Os Estados Unidos da América, assim como o Brasil, é um grande caldeirão de culturas e crenças, mas as forças políticas estão tentando nos destruir e nos formatar no mesmo molde, reprimindo aqueles que não acreditam no que o governo diz . O Brasil é um grande caldeirão, onde as pessoas de todas as origens, raças, credos, religiões e crenças podem viver juntos em unidade e harmonia, respeitando as diferenças de cada um e trabalhando para o bem comum . A religião só pode ser deixada de lado, se permitirmos que isso aconteça. Mas ela é tão relevante hoje como sempre foi.

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Mormonismo: O Que São os Apóstolos Modernos?

mormon-temploEm abril de 2013 aconteceu a Conferencia Geral de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Cidade do Lago Salgado em Utah. Ela foi transmitida para todo o mundo através das mais variadas mídias modernas. A Conferencia Geral Mórmon é realizada durante dois dias com cinco seções duas vezes por ano, em abril e em outubro, e é uma oportunidade para que os membros da Igreja de Jesus Cristo ouçam os lideres da igreja, alguns deles são apóstolos do Senhor Jesus Cristo. Eles são reverenciados como “profetas, videntes e reveladores”, liderados pelo presidente e profeta da Igreja, que possui as “chaves” para administrar o reino de Deus na terra. Assim como os apóstolos da antiguidade eles são testemunhas especiais de Jesus Cristo. Eles falam não pela fé, mas pelo conhecimento, porque O viram.

A seção da manhã de sábado da Conferencia Geral de abril de 2013 trouxe dois testemunhos apostólicos inegáveis de que Jesus é o Cristo. Boyd K. Packer que tem hoje 88 anos de idade, falou sobre o envelhecimento e de que enquanto o corpo vai perdendo a vitalidade, o espirito continua a ser enriquecido pelo convenio de conhecimento através do Espirito Santo. Ao fim de seu discurso, ele prestou testemunho de que sabe que Jesus é o Cristo. Ele possui um conhecimento seguro que transcende a fé. Cristo se revelou a Si mesmo a este apostolo.

Mais tarde naquela mesma seção, Henry B. Eyring, um membro da Primeira Presidência da Igreja de Jesus Cristo, explicou que ele sabe que Jesus é o Cristo da mesma maneira que Joseph Smith o sabia, por ter visto o Senhor. Em Doutrina e Convênios, uma coleção de revelações modernas, existem vários relatos das visitas pessoas de Joseph Smith e das visões de Cristo. Em duas dessas experiências Joseph não estava sozinho.

mormon-igreja-concertoA primeira, é claro, os Mórmons chamam de “a primeira visão”. Um menino de 14 anos, Joseph se dirigiu a um bosque que existia na propriedade de seu pai para orar. Ele estava confuso pelos conflitos doutrinários de varias seitas protestantes que professavam ter a Bíblia como a fonte dos seus ensinamentos. Por isso, Joseph sentiu que não poderia confiar somente na Bíblia para saber qual delas estava correta. Joseph não havia idéia que sua busca levaria a restauração das chaves perdidas do sacerdócio e a restabelecer a plenitude do evangelho de Cristo na terra.

Joseph viu Deus, o Pai e Cristo o Filho naquela visão, e Eles o instruíram pessoalmente.

Na seção 110 de Doutrina e Convênios Joseph registrou outra visão e uma serie de visitas. A ocasião era a dedicação do Templo de Kirtland no Ohio no dia 3 de abril de 1836, o segundo dia da pascoa judaica e o “Bikkurim”, o festival judeu associado a colheita. Joseph e Oliver Cowdery iriam receber varias chaves do sacerdócio de Elias, Moisés e Elaias, naquele dia, mas primeiramente eles viram o Salvador:

RETIROU-SE o véu de nossa mente e abriram-se os olhos de nosso entendimento.

Vimos o Senhor de pé no parapeito do púlpito, diante de nós; e sob seus pés havia um calçamento de ouro puro, da cor de âmbar.

Seus olhos eram como uma labareda de fogo; os cabelos de sua cabeça eram brancos como a pura neve; seu semblante resplandecia mais do que o brilho do sol; e sua voz era como o ruído de muitas águas, sim, a voz de Jeová, que dizia:

Eu sou o primeiro e o último; sou o que vive, sou o que foi morto; eu sou vosso advogado junto ao Pai. (D&C 110:1-4)

Em Doutrina e Convênios, seção 76, lemos sobre a visão dos reinos do céu mostradas a Joseph Smith e Sidney Rigdon.

OUVI , ó céus, e dai ouvidos, ó Terra, e regozijai-vos, vós, seus habitantes, pois o Senhor é Deus e além dele não há Salvador algum.

Grande é sua sabedoria, maravilhosos são seus caminhos e a extensão de suas obras ninguém pode descobrir.

Nós, Joseph Smith Júnior e Sidney Rigdon, estando no Espírito, no décimo sexto dia de fevereiro do ano de mil oitocentos e trinta e dois de nosso Senhor—

Pelo poder do Espírito abriram-se nossos olhos e iluminou-se nosso entendimento, de modo a vermos e compreendermos as coisas de Deus—

De quem testemunhamos; e o testemunho que prestamos é a plenitude do evangelho de Jesus Cristo, que é o Filho, o qual vimos e com quem conversamos na visão celestial.

E enquanto meditávamos sobre essas coisas, o Senhor tocou os olhos do nosso entendimento e eles se abriram; e a glória do Senhor cercou-nos de resplendor.

E contemplamos a glória do Filho, à direita do Pai, e recebemos de sua plenitude;

E vimos os santos anjos e os que são santificados diante de seu trono, adorando a Deus e ao Cordeiro, a quem adoram para todo o sempre.

E agora, depois dos muitos testemunhos que se prestaram dele, este é o testemunho, último de todos, que nós damos dele: Que ele vive!

Porque o vimos, sim, à direita de Deus; e ouvimos a voz testificando que ele é o Unigênito do Pai—

Que por ele e por meio dele e dele os mundos são e foram criados; e seus habitantes são filhos e filhas gerados para Deus.

Elder-Henry-B-Eyring-mormonO testemunho do Elder Henry B. Eyring pode ser lido no fim do seu discurso:

Sou testemunha da Ressurreição do Senhor tão seguramente como se tivesse estado naquela noite com os dois discípulos, na casa junto à estrada de Emaús. Sei que Ele vive tão seguramente quanto Joseph Smith soube, quando viu o Pai e o Filho, naquela manhã radiante, em um bosque de Palmyra.

Esta é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Somente nas chaves do sacerdócio que tem o Presidente Thomas S. Monson está o poder para sermos selados como família a fim de vivermos para sempre com nosso Pai Celestial e o Senhor Jesus Cristo. Estaremos no Dia do Juízo perante o Salvador, face a face. Será uma ocasião jubilosa para aqueles que se achegaram a Ele em Seu serviço nesta vida. Será uma alegria ouvir as palavras: “Bem está, servo bom e fiel”.19 Disso testifico, como testemunha do Salvador e nosso Redentor ressuscitado, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Os apóstolos modernos foram ordenados por Deus por mensageiros celestiais que ordenaram o primeiro profeta desta dispensação, Joseph Smith. A autoridade provem do próprio Cristo. A autoridade e poder e as chaves do sacerdócio são as mesmas exercidas pelos antigos apóstolos de Cristo nos tempos da igreja primitiva. Eles foram chamados e designados como testemunhas especiais de Cristo em preparação para a Sua Segunda Vinda.

Recursos adicionais:

Saiba mais no site oficial d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (chamada por amigos de outras religiões como a “Igreja Mórmon”).

Solicite uma cópia gratuita do Livro de Mórmon.

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Benção Patriarcal para Principiantes

Praticamente todos os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (erroneamente chamada de Igreja Mórmon) irão receber uma benção patriarcal em algum momento de suas vidas.

Historia

O patriarca Jacó deu uma benção em cada um de seus filhos antes de morrer: “Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros” (Genesis 49:1). O profeta Joseph Smith, o primeiro presidente da Igreja de Jesus Cristo, ensinou que: “onde quer que a Igreja de Cristo esteja estabelecida na terra, devera haver um Patriarca para o beneficio da posteridade dos Santos, assim como Jacó quando deu sua benção patriarcal aos seus filhos, etc.”

Patriarcas

ordenacao-bencaos-sacerdocio-mormonA Igreja de Jesus Cristo é organizada em estacas e alas. Comparando a Igreja a uma tenda, a estaca tem a função de suportar o seu peso e funcionar como uma proteção para as pessoas que estão embaixo dela. A estaca é organizada com algumas centenas de membros da Igreja, dependendo do numero de membros que vivem em uma determinada área geográfica. Um patriarca é chamado para servir em cada estaca. Eles são escolhidos pelos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo. Eles são ordenados pelo sacerdócio de Melquisedeque e possuem a designação especial de conferirem bênçãos patriarcais.

O Que é uma Benção Patriarcal?

Assim como a benção que Jacó deu a seus filhos, a benção patriarcal na Igreja de Jesus Cristo inclui a “declaração da linhagem da pessoa que a recebe dentro da Casa de Israel – um descendente de Abraão, pertencente a uma tribo especifica.” Os Mórmons acreditam que não importa se a pessoa realmente é descendente de uma tribo da casa de Israel ou se é adotada. Os membros da Igreja são contados entre a descendência de Abraão e são herdeiros de suas bênçãos e promessas assim como contidas no convenio Abraâmico.”

Como Receber a Benção Patriarcal

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo que desejam receber a sua benção patriarcal devem falar com o bispo da ala que frequentam para obter uma recomendação para apresentar ao patriarca da estaca. (Uma estaca e formada por varias pequenas congregações chamadas alas. O bispo é o sumo sacerdote presidente da sua ala.) O bispo ira fazer algumas perguntas na entrevista para verificar se o membro esta pronto para recebe-la. Ele também poderá responder a qualquer duvida que o membro tiver.

Depois do membro ter recebido a recomendação, ele ou ela entra em contato com o patriarca para marcar uma entrevista. A maioria dos membros da Igreja se prepara para este importante evento espiritual jejuando – ficando sem comer ou beber – imediatamente antes da entrevista.

O patriarca ora por orientação divina antes de pronunciar cada benção. Ele conversa um pouco com o membro antes de começar. A benção é registrada e transcrita, uma copia da benção é impressa e entregue ao membro. Uma copia também fica arquivada na sede da Igreja na Cidade do Lago Salgado, Utah.

O Proposito da Benção

Receber a benção patriarcal é uma experiência espiritual gratificante. Os membros sentem a presença do Espirito Santo e também mais próximos do Pai Celestial enquanto o patriarca pronuncia as palavras inspiradas de conforto e conselho, uma profecia da missão terrena e eterna da pessoa. Geralmente é dito que o cumprimento das promessas depende da fidelidade do individuo ao Senhor Jesus Cristo e a obediência aos Seus mandamentos.

Depois que o membro recebe a copia impressa da benção, ele e aconselhado a le-la frequentemente.

O Presidente Thomas S. Monson, Presidente da Igreja de Jesus Cristo disse:

“Sua benção patriarcal é sua e somente para você. Ela pode ser breve ou longa, simples ou profunda. Estas coisas não afetam o conteúdo da benção patriarcal. É o Espirito que lhe confere seu verdadeiro significado. Sua benção não é para ser dobrada e esquecida em um canto. Não é para ser publicada, emoldurada ou exibida. É para ser lida. É para ser amada. É para ser seguida. Sua benção patriarcal ira te guiar através dos momentos mais difíceis. Ira te ajudar a vencer os desafios da vida… Sua benção patriarcal é a sua bussola pessoal, indicando o curso e lhe guiando através dele.”

A maioria dos Mórmons leem regularmente suas bênçãos. Muitos conectam suas experiências com as promessas, admoestações  e advertências encontradas em suas bênçãos e escrevem em seus diários a seu respeito. Muitos membros da Igreja memorizam parte dela. Eles a consideram sagrada e somente partilham seu conteúdo depois de muita oração e reflexão.

Este artigo foi escrito por Paula Hicken, um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Recursos Adicionais

Saiba mais sobre os Mórmons

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Por que os Mórmons Ajudam os Pobres?

YSA Christmas service projectOs  Mórmons (um apelido muito popular usado para descrever os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) possuem uma infinidade de programas destinados a ajudar aos pobres. Alguns desses programas ajudam os membros da Igreja e outros servem aqueles que não são Mórmons.

A Igreja opera um abrangente programa de ajuda humanitária em todo o mundo. Estes serviços são oferecidos sem considerar a religião de seus beneficiários, e muitos não ficam nem sabendo que as doações vem dos Mórmons, já que, a Igreja terceiriza a entrega das doações a outras organizações. Algumas delas sao a Islamic Relief Worldwide, L V Prasad Eye na Índia e a Asociación Dominicana de Rehabilitación (ADR) na República Dominicana. Nenhum trabalho missionário acompanha o programa de ajuda humanitária.

Existem muitas iniciativas sendo desenvolvidas pela Caridade SUD. A iniciativa de cadeiras de rodas e muletas para organizações de caridade locais. Ela também prove treinamento para estas organizações, incluindo treinamento em como consertar o equipamento para reduzir seu custo, instrução de manutenção, e ajuda em como adequar as cadeiras de roda. Onde possível, eles usam as organizações locais para construírem as cadeiras, a fim de criar empregos na região.

A cada ano, mais de um milhão de pessoas recebem agua potável através da iniciativa Clean Water. Um problema que outras organizações tem enfrentado com estas iniciativas é a falta de mão de obra qualificada no local. Em uma aldeia, um poço ficou inutilizado e as pessoas tiveram mais uma vez que usar água suja, porque eles estavam esperando que a organização que o construiu voltasse para conserta-lo. Eles não vêem o poço como seu e não assumem a responsabilidade por ele, além de não saberem como consertá-lo. Eles eram sempre dependentes de outros. Quando os mórmons financiar um poço, eles pedem que a aldeia forme um comitê de supervisão para executar o projeto. A aldeia pode pagar aldeões para participar da construção ou eles usam mão de obra de voluntários. Os mórmons fornecem os materiais, equipamentos e treinamento. Eles treinam as pessoas para que possam fazer os reparos e instruem aqueles que o construíram para que saibam como ele funciona. Eles ainda procuram mostrar-lhes como encontrar recursos locais e acessíveis para os reparos. Dessa forma, os mórmons podem seguir para outras áreas, aumentando a disponibilidade da  instalação do projeto de água limpa em todo o mundo, e os nativos podem ganhar e manter um sentimento de orgulho e autossuficiência. Eles não são mais dependentes dos outros para o seu bem-estar. Eles podem cuidar de si mesmos, uma fonte de orgulho para eles.

mormon-CristoDesde 2003, mais de 550 mil pessoas receberam ajuda e compartilharam da visão dos mórmons. Os voluntários mórmons formam profissionais locais para melhor as técnicas de diagnóstico e tratamento de problemas de visão. Os mórmons doam o equipamento necessário e treinam os médicos em como usá-los. Eles também treinam a população local para consertar o equipamento, se necessário. Os mórmons também doam óculos e outros materiais utilizados por aqueles com problemas de visão, utilizando fornecedores locais sempre que possível.

A iniciativa de reanimação neonatal consiste em salvar as vidas das crianças ao redor do mundo. Os mórmons realizam cursos em que os profissionais da área de saúde podem  aprender e treinar outros para salvar a vida dos recém-nascidos que nascem sem respirar ou tem dificuldade em faze-lo. Eles recebem, então, sacolas com materiais que são fáceis de transportar para que possam realizar o treinamento diretamente nas aldeias. Os mórmons  fornecem a cada clínica pelo menos um ressuscitador manual. É esperado que quem seja treinado para usar essa técnica possa treinar pelo menos outras oito pessoas. Com o tempo, isso vai permitir que um grande número de pessoas sejam treinadas.

Muitas pessoas estão familiarizadas com o programa Mãos Que Ajudam. Quando há um desastre, os voluntários mórmons vestindo coletes amarelos vão as áreas afetadas com a aprovação e orientação de líderes locais para ajudar onde for necessário. Eles poderão ir para  qualquer lugar em sejam necessários, independentemente da fé, e fazer o que precisa ser feito – da remoção de mofo, da limpeza de detritos, ou mesmo a triagem de fotos encharcadas pela chuva. Eles oferecem abraços, conforto e encorajamento. Mesmo que muitos dos voluntários se apressem para terminar o trabalho na primeira ou na segunda semana, os mórmons são vistos frequentemente durante muitos meses para concluir o trabalho.

Dentro de suas próprias congregações, os mórmons também procuram servir os seus semelhantes. Uma vez por mês, eles ficam sem comer ou beber por 24 horas e doam aquilo que não gastaram em alimentos para ajudar os pobres de sua congregação. Aqueles que recebem esta assistência temporária são convidados a oferecer um serviço adicional para ajudá-los a se sentirem autossuficientes. Contribuindo com a sua própria ajuda e mantendo a sua autoestima. Além disso, as congregações oferecem uma variedade de programas para melhorar a autossuficiência, incluindo programas de alfabetização, cursos de inglês, orientação de um especialista em emprego e treinamento de liderança por meio do trabalho voluntário. As congregações locais também realizar seus próprios projetos humanitários para as suas comunidades ou para o mundo em geral, como mostrado na imagem acima.

Tudo isso é feito para que possamos seguir e honrar o exemplo de Jesus Cristo e atender o Seu pedido de amar e servir uns aos outros. Ele passou o seu ministério ajudando os necessitados, curando os enfermos, e confortando os aflitos. Os mórmons fazem o melhor que podem para seguir esse exemplo.

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Saiba mais sobre os programas de ajuda humanitária da Igreja SUD

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O Espírito Santo

O terceiro membro da Deidade é referido pelo membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias como o Espírito Santo. Os mórmons acreditam que tanto Deus o Pai e Jesus Cristo Seu filho têm corpos perfeitos e ressuscitados de carne e osso, gloriosos e indescritíveis. No entanto, o Espírito Santo é um persongem de espírito. É o Espírito Santo que pode habitar dentro de nós como um testificador e consolador. Através do Espírito Santo, podemos receber inspiração e receber revelação pessoal de Deus.

mormon-batismoO primeiro profeta Mórmon, Joseph Smith, ensinou  que o Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós. O Espírito Santo habita nos corações dos santos justos de todas as dispensações (mas não de maneira literal). ( ver Doutrina e Convênios 20:18-21).

O Espírito Santo também é conhecido por outros nomes, como, o Espírito de Deus, o Espírito do Senhor, e o Consolador. As escrituras nos ensinam que o Espírito Santo nos presta testemunho da verdade. O Livro de Mórmon ensina que o Espírito Santo é “o dom concedido por Deus a todos os que o procuram diligentemente, tanto em tempos passados como no tempo em que se manifestará aos filhos dos homens. …. Pois aquele que procurar diligentemente, achará; e os mistérios de Deus ser-lhe-ão desvendados pelo poder do Espírito Santo, tanto agora como no passado e tanto no passado como no futuro; portanto, o curso do Senhor é um círculo eterno” (1 Néfi 10 :17-19).

Quando alguém se filia à Igreja Mórmon,  recebe o dom do Espírito Santo em uma ordenança separada através da imposição de mãos, logo após o seu batismo. O Espírito Santo pode ter um grande impacto na vida de uma pessoa, desde que essa pessoa viva digna de ter o Espírito Santo como seu companheiro. (Os Mórmons acreditam que, de acordo com as escrituras, o Espírito Santo não vai permanecer com uma pessoa impura ou indigna), o Espírito Santo realiza quatro funções muito importantes:

Santificador. Porque nada impuro pode habitar na presença divina, o Plano de Salvação se trata de um processo de santificação, no qual as pessoas são salvas à medida em que são santificadas. Ser santificado significa se tornar limpo e puro, se tornar uma nova criatura em Cristo, e ter um corpo renovado pelo renascimento do Espírito.

Revelador. Joseph Smith ensinou que “ninguém pode receber o Espírito Santo sem receber revelações,” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 328). Desfrutar da companhia do Espírito Santo é aproveitar o espírito de revelação (Doutrina e Convênios 8:2-3). O Espírito Santo é a fonte de todo o conhecimento . Aqueles que sinceramente buscam em oração este conhecimento têm a promessa de que tudo o que lhe for conveniente será revelado.

Professor. Todos os que serão salvos devem ser ensinados pelo Espírito Santo. As coisas do Espírito só podem ser compreendidas quando ensinadas e entendidas pelo Espírito (Doutrina e Convênios 50:11-24); Jesus, cheio do poder do Espírito Santo (Lucas 4:1); O Pai deu a Cristo, o Espírito sem medida (João 3:34); os anjos também falam pelo poder do Espírito Santo (2 Néfi 32:3).

Consolador. Uma das características distintas das verdades de salvação é que elas são trazidas por um espírito de conforto e paz. É o dever do Espírito Santo carregar nossos fardos, dar coragem, fortalecer a fé, conceder consolo, dar esperança, e revelar o que for necessário para aqueles que têm o direito a sua companhia sagrada (Moisés 6:61).

O Espírito Santo é um poder edificante e fonte vital para o conhecimento do evangelho, ter sua companhia constante e influência é o maior presente que uma pessoa pode receber na mortalidade. Por causa da importância do Espírito Santo no plano de salvação de Deus, Jesus ensinou que não há pecado maior do que o pecado contra o Espírito Santo (Mateus 12:31-32). Uma revelação moderna explica que “A blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada no mundo nem fora do mundo, é cometer assassinato derramando sangue inocente e consentir em minha morte depois de terdes recebido meu novo e eterno convênio, diz o Senhor Deus,”(Doutrina e Convênios 132:27). Isso significa que quando uma pessoa recebe um testemunho pessoal de que Jesus é o Cristo, Ele se manifesta para a pessoa através do poder do Espírito Santo, e se a pessoa, em seguida, negar a Cristo, é como se ela estivesse crucificando a Cristo novamente. Isso é um pecado contra o Espírito Santo.

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Por Que Deus Não Me Dá Um Sinal?

Desde tempos imemoriais, Deus tem dado sinais de eventos espirituais. Os não crentes, geralmente pedem sinais para procurar se divertir as custas daqueles que creem. Outros alegam que somente crerão em Deus, se Ele lhes der um sinal.

Nascimento-Jesus-Natividade-MormonOs sinais podem ter um papel importante na vida dos Cristãos, mas somente quando usados da maneira correta. Deus dá sinais, mas não cabe a nós pedirmos. Por exemplo, pessoas religiosas em dois continentes aguardando pelo nascimento de Cristo, esperavam ver nos céus uma nova estrelar aparecer. Os Nefitas no continente Americano, que não puderam presenciar os eventos da vida mortal de Jesus Cristo, também receberam sinais de Sua morte, a fim de se prepararem para a Sua vinda.

No Livro de Mórmon, (Helamã 14) podemos ver o exemplo de como os sinais podem ser usados da maneira errada. Um profeta chamado Samuel, o Lamanita,  tinha profetizado o nascimento de Jesus Cristo. Deus havia prometido algumas sinais para que os crentes pudessem saber que Jesus havia nascido. Muitos haviam sido convertidos pela sua pregação, mas outros não creram. Os profetas continuaram a encorajar o povo a esperar por dois dias e uma noite em que não haveria escuridão sobre a terra e que depois uma nova estrela apareceria. Eles disseram que isto aconteceria cinco anos depois da profecia feita por Samuel.

Cinco anos se passaram e os descrentes começaram a caçoar dos crentes por causa de sua “tola” fé. Eles estabeleceram uma data arbitrária de quando o sinal deveria acontecer, a despeito do conhecimento geral de que Samuel não havia dado uma data precisa. Se nada acontecesse naquele dia, eles iriam matar todos os que haviam acreditado nele. Os crentes estavam ansiosos, não porque duvidavam de que o sinal seria dado, mas sim, se ele aconteceria na data estabelecida pelos descrentes. O profeta orou o dia inteiro até que no fim do dia a voz do Senhor falou a Ele, dizendo que o Cristo viria ao mundo no dia seguinte.

Aqueles sinais foram dados aos crentes para que pudessem saber que algo importante havia acontecido e para fortalecer a fé que já possuíam. Eles não pediram sinais – estes foram dados como dons de Deus.

Os sinais tem o poder de fortalecer a fé existente e não criar nova fé. Eles tem o proposito de abençoar aqueles que já acreditam e não ser um meio de conversão. As escrituras nos ensinam que os sinais veem depois da prova de nossa fé. Os crentes mencionados acima sofreram por causa da fé nestes sinais, mas eles já a possuíam (fé) antes que (os sinais) fossem dados. Fé significa crer em algo que não conhecemos. Por esta razão, devemos desenvolver nossa fé através do estudo e da oração. Só então, Deus concede sinais para nos ajudar a manter o curso ou aprender mais. Entretanto, sem fé, esses sinais não possuem nenhum sentido.

A medida que continuamos a acompanhar a historia das pessoas do Livro de Mórmon, descobrimos que aqueles que haviam ameaçado os crentes, tiveram medo quando viram o sinal, porque se deram conta de que haviam trabalhado contra Deus. Alguns deles se converteram. Entretanto, não demorou muito para que estes logo retornassem as suas antigas crenças. Eles se convenceram de que os sinais realmente não haviam acontecido ou que existia uma outra explicação para eles. Hoje, as pessoas procurariam por explicações cientificas para compreender os eventos ocorridos. Logo eles começaram a perseguir os crentes. Muitos anos depois dos sinais do nascimento de Cristo, muitos se tornaram tão iníquos, que estavam matando os profetas que profetizavam dos sinais de Sua morte, e que não seriam tão pacíficos como foram os do Seu nascimento. Envolvia calamidades naturais que acabaram matando muitos dos iníquos.

Existiram momentos em que Deus reagiu com humor ou desaprovação com aqueles descrentes que pedem por sinais. Como quando alguém que pregava contra Cristo e pedia um sinal, ficou incapaz de falar. Muitos também morreram ao pedir um sinal. Quando recebemos sinais, devemos reconhece-los como dons e não como truques realizados pelos profetas para nos entreter. Eles são sagrados e são concedidos para que os propósitos de Deus sejam cumpridos. Aqueles que indignamente pedem um sinal, jamais o receberão, ou se o receberem, este não dará os resultados que eles esperam.

Mesmo que os sinais possam ser dados para fortalecer a fé ou para instilar um novo testemunho, ela (a fé) nunca deve depender inteiramente dele. Um testemunho é obtido através do esforço sincero de uma pessoa que busca a Deus e roga a Ele que faça brotar em seu coração a semente da verdade. Deus nos da os sinais para nos ajudar a atravessar a mortalidade e porque nos ama imensamente. Eles podem ser uma fonte de consolo e força nos momentos de fraqueza, com o proposito de nos fortalecer até que nos erguemos novamente.

Este artigo foi escrito por Terrie Lynn Bittner

Recursos Adicionais

Saiba mais em como fortalecer sua fé em Cristo clicando aqui.

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Satanás é Real?

Sim, Satanás é real. Nos ensinamentos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente chamada de Igreja Mórmon), aprendemos que Satanás se tornou o diabo quando se rebelou contra Deus no grande conselho pré-mortal nos céus. Ele procurou destruir a capacidade do homem de escolher entre o bem e o mal e desejar ocupar o lugar de Deus. Como resultado, ele foi expulso para a terra. Aqui, ele procura enganar as pessoas. Ele é o grande enganador e o autor de todo o mal.

gesu-Cristo-Satana-mormoneSatanás possui muitas maneiras de nos tentar e nos levar a fazer aquilo que é errado. Ele pode fazer com que o mal pareça algo muito interessante. Ele pode fazer com que o errado pareça certo. Ele tenta imitar a obra de Deus na terra. Mas Satanás não tem poder sobre nós a menos que o permitimos. Somente quando caímos em tentação é que nos colocamos ao alcance do poder do maligno. Podemos sempre escolher resistir.

Um dos meus capítulos favoritos do Livro de Mórmon é Moroni 7. Este capitulo nos ensina a saber identificar quando algo provem de Deus e quando provem do maligno. Nos versículos 16 e 17 diz:

“Pois eis que o Espírito de Cristo é concedido a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal; portanto vos mostro o modo de julgar; pois tudo o que impele à prática do bem e persuade a crer em Cristo é enviado pelo poder e dom de Cristo; por conseguinte podeis saber, com um conhecimento perfeito, que é de Deus.

Mas tudo que persuade o homem a praticar o mal e a não crer em Cristo e a negá-lo e a não servir a Deus, podeis saber, com conhecimento perfeito, que é do diabo; porque é desta forma que o diabo age, pois não persuade quem quer que seja a fazer o bem; não, ninguém; tampouco o fazem seus anjos; nem o fazem os que a ele se sujeitam”.

Nossa proteção contra Satanás reside em nossa obediência aos mandamentos de Deus e em seguir os princípios e ordenanças do evangelho de Jesus Cristo.

Este artigo foi escrito por Connie, um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Recursos Adicionais

Saiba como as ordenanças do Evangelho de Jesus Cristo podem te proteger de Satanás clicando aqui.

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Regras Mórmon: Quais Escrituras são mais Importantes?

Quando muitas pessoas falam a respeito da “Bíblia Mórmon”, eles acham que estão se referindo ao Livro de Mórmon. Na verdade, é óbvio, os Mórmons usam a tradução da Bíblia do Rei Jaime em inglês e outras versões da Bíblia em outros idiomas (no Brasil usa-se a tradução para o português corrigida e revisada de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil).  Eles usam tanto o Velho quanto o Novo Testamento e também usam vários livros de escrituras únicos no Mormonismo. O Livro de Mórmon é o mais conhecido, mas eles também usam o livro Doutrina e Convênios, que é um livro com revelações modernas e Pérola de Grande Valor, um pequeno volume contendo várias escrituras e registros.

Quais desses os Mórmons consideram mais importante? Os Mórmons acreditam que todos os quatro, combinados com a sabedoria dos profetas vivos, devem ser combinadas para trazer uma compreensão plena do evangelho de Jesus Cristo. Ler apenas um desses livros lhe dá apenas uma compreensão parcial das doutrinas de Deus.

Por exemplo, suponha que leia apenas o Velho Testamento. Deus, nesse livro, parece um pouco cruel porque Ele estava constantemente tentando dar a Seu povo a disciplina que precisavam para viver o evangelho. Entretanto, quando adiciona o Novo Testamento, você ainda vê uma ênfase na obediência aos mandamentos, mas também ouve muito mais acerca do amor do que no Velho Testamento. Combinados, os dois nos dão uma maior compreensão de quem Deus é e o que espera de nós. Aprendemos no Novo Testamento a respeito de como Jesus Cristo trouxe uma lei maior para a terra.

Do mesmo modo, o Livro de Mórmon aumenta nossa compreensão da Bíblia. Seus ensinamentos, frequentemente, são mais profundos que os da Bíblia. Como exemplo, o Livro de Mórmon aumenta nossa compreensão do que a Bíblia nos ensina a respeito da Expiação. A seguir há uma porção de um sermão dado no Livro de Mórmon concernente à Expiação. Escolhi algumas seleções, mas você pode ler todo o sermão em

Abinádi ensina a respeito da Expiação (Mosias 13:27-32).

Abinádi diz a seus ouvintes, no versículo 27, que estavam ensinando falsamente que a salvação viria por intermédio da Lei de Moisés. Abinádi viveu no continente americano antigo, mas, embora Jesus não houvesse nascido ainda, o povo sabia sobre Jesus Cristo e sua futura Expiação. Eles haviam vindo de Jerusalém havia muito tempo e trouxeram consigo as escrituras dos judeus da época. Entretanto, alguns grupos estavam ensinando doutrinas falsas.

Abinádi lhes disse que, embora fosse verdade que deveriam obedecer à Lei de Moisés, haveria um tempo que isso não seria mais necessário.

“E digo-vos mais ainda, que a salvação não se alcança somente pela lei; e se não fosse pela expiação que o próprio Deus fará pelos pecados e iniquidades dos de seu povo, eles inevitavelmente pereceriam, apesar da lei de Moisés” (Mosias 13:28).

Ele os ensinou que a Lei de Moisés estava em vigor apenas porque os judeus não desejavam ouvir aos ensinamentos de Deus e tinham dificuldade de lembrar de Deus, por isso, essa lei severa era necessária para eles, para que pensassem Nele o tempo todo. Entretanto, a lei era meramente um símbolo da Expiação que aconteceria.

“Ora, entendiam eles a lei? Digo-vos que não; nem todos entendiam a lei; e isso por causa da dureza de seu coração; porque não compreendiam que ninguém poderia ser salvo, a não ser pela redenção de Deus” (Mosias 13:32).

Esse sermão fala mais profundamente a respeito da expiação, enquanto a Bíblia apenas nos relata algumas sentenças espalhadas pelo livro. É possível encontrar sermões semelhantes em todo o Livro de Mórmon.

Isso não quer dizer que a Bíblia não seja importante. Os Mórmons amam a Bíblia. Ela os apresenta como e por que o mundo foi criado, mostra por que precisamos de profetas, nos ajuda a entender como Deus interagem como o mundo e nos fala sobre a mortalidade do Salvador. Aprendemos com ela o que Jesus ensinou a Seu povo durante Seu ministério mortal. Entretanto, sabemos que ela não contém todas as palavras que Ele disse. Ela contém apenas o que algumas pessoas escreveram — e alguns dos apóstolos usaram como fonte materiais de outros profetas. Ela também foi traduzida de vários modos e nem todas as escrituras foram escolhidas para estarem na Bíblia. Por exemplo, os católicos e os protestantes usam cânones diferentes e, de fato, nunca houve apenas um cânone. As muitas facetas do cristianismo se baseiam em cânones diferentes.

Os Mórmons amam o Salvador e amam o fato que seu amplo corpo de escrituras lhes ofereça acesso a mais palavras e experiências Suas. Eles sentem que essas escrituras adicionais testificam que Jesus não foi o Deus de apenas um pequeno grupo de judeus nos tempos antigos, mas o Deus de todo o mundo em todas as épocas. Deus não se retirou para um quarto, sem o desejo de continuar se comunicando com Seus filhos, sem o desejo de guiá-los por meio de profetas, como fez nos tempos antigos. Embora seja verdade que todos possamos receber revelações individuais, também é verdade o fato que isso não tem sido eficiente em ajudar todos a saberem qual é a verdade. Há a necessidade de um profeta, tanta necessidade quanto houve nos tempos antigos.

Os Mórmons frequentemente se referem a Livro de Mórmon como a pedra fundamental de sua religião, mas uma pedra fundamental sozinha não constrói um edifício. Todas as partes da estrutura são importante e, para um Mórmon, cada livro de escritura oferece um valor e uma noção específica da mente e coração de Deus. Elas são igualmente importante no esquema eterno das coisas.

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